Excellence in highly complex cases.

THE OFFICE

After providing important services to Brazilian society, as Secretary of State, Prosecutor and Attorney General, and Senator of the Republic, Demóstenes Torres decided to dedicate himself to law.

Thus, in 2019, he founded the law firm that bears his name, with the aim of providing a specific and personalized service in highly complex cases.

The sheer number of problems that DT Advogados faces requires in-depth theoretical knowledge and extensive practical experience. To address them, Demóstenes Torres Advogados relies on a select team of professionals prepared to analyze each legal case they handle with the necessary care and attention.

The members combine academic rigor with the experience gained from the firm's numerous courtroom achievements, through a process of drafting briefs and opinions aimed at finding individualized and specific solutions to each client's problems, distancing themselves from the mass legal production. All theses are crafted in a handcrafted manner, through a thorough examination of the case law and doctrine applicable to each case.

In this unique scenario, the firm's scope of practice is broad and based on the constitutional interpretation of law, with the premises of preserving fundamental rights and guarantees, private autonomy and, in general, citizenship rights, thus offering excellent solutions in highly complex matters.

EQUIPE

Demóstenes Torres

Founding partner

Flávia
Torres

Founding partner

Márcio
Lobão

Partner

Thiago
Agelune

Partner

Ronald
Bicca

Partner

Caio
Alcântara

Partner

Nemuel
Kessler

Partner

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our performance

The Demóstenes Torres Law Firm operates in a concentrated and comprehensive manner in the Federal Supreme Court, Superior Courts, Courts of Justice and Federal Regional Courts.

Access content

PUBLICATIONS

Entre memórias, música e partilha, a celebração revela que a verdadeira alegria está nos afetos, na mesa dividida e na presença de quem amamos

Tem reclamão xingando o apelo comercial, que tudo virou negócio, que só se pensa em dinheiro, mas seu cartão de boas-festas traz a foto editada do dito-cujo tentando networking. Os mais insuportáveis ainda veem o imperialismo tomando conta do mundo, o Papai Noel era um velhinho empregado da Coca-Cola, o uso de renas endossa os maus-tratos aos animais e o vermelho é originário da bandeira dos Estados Unidos.

Deixa o povo ser feliz!

É o que sou, ainda mais nestes dias em que a memória me povoa com os abraços no quintal lá de casa em gente que só víamos nos fins de dezembro, os parentes que vinham de longe, a meninada se divertindo entre as árvores do terreiro com os brinquedos recém-ganhados.

Em boa hora me submeti à 2ª cirurgia de sinusite, para me refestelar com o aroma do banquete que minha mulher, Flávia, está preparando para esta noite. Trago do berço o nível de exigência, porque tudo ali na nossa simplicidade tinha a coordenação rigorosa de Dona Luzia, minha mãe, tão impecável nas panelas que o talento não coube em si e tomou conta de Aline, minha filha, chef de cozinha de primeiríssima.

Uma honra sem tamanho conviver com 3 mulheres tão maravilhosas. Com Flávia e Aline, vamos erguer um brinde à Dona Luzia. Merecidíssimo.

Afinal, a mesa da ceia desde a infância era como se via nas propagandas. Sucos, refrigerantes, leitoa, peru, frango, farofa de miúdos, arroz de forno, maionese caseira, salada e carneiro assado. Ufa, deu até fome. Sobremesas deliciosas, especialmente pudim e ambrosia. E muito mais, porque tudo era no capricho.

Dona Luzia e Seu Avelomar se esforçavam por algo que repassaram aos filhos, o compartilhamento –e não é no sentido redes sociais do termo. Preparava-se a comida numa só leva e a maioria entregávamos a famílias humildes como as que moravam em barracos improvisados próximo à estrada de ferro, com a freguesia de sempre tratando minha mãe pelo nome.

Meu pai se encarregava das cestas básicas, que filhos e sobrinhos ajudávamos a distribuir nas ruas junto com os brinquedos. O meu inesquecível, que deve ter corroído o contracheque de Avelomar Noel, foi um trenzinho elétrico, sonho da molecada surgido nas prateleiras por aqueles dias. Modinha frustrante, como todas: os carrinhos eram arremessados para longe nas curvas, independentemente de sua velocidade.

Inolvidáveis para valer, que apertam a saudade, são as cenas de meu pai sentado na sala, a sanfona de 8 baixos saída agorinha mesmo da intocável capa. A moçada parava no atacado, movia apenas os maxilares, pois é possível conciliar o prazer da audição com o do paladar.

Encaro o teclado a pensar, tentando a próxima frase, me vêm à mente o seu sorriso e o seu dedilhar de teclas e botões na pé de bode. Do vasto repertório, me sinto agora a degustar “Boas Festas”, o retrato em versos pintado por Assis Valente.

Eram os anos 1960, o Papai Noel colocava nossos presentes nas meias penduradas no alpendre e não o víamos. Só depois, quando isso não mais importava, descobriríamos que o bom velhinho a nos trazer a felicidade era unicamente o Seu Avelomar. Noel, coitado, só se fosse o Rosa. Assis Valente pensou que todo mundo fosse filho de Papai Noel, que traria o que pedíssemos. Conclui-se que a felicidade é brincadeira de papel ou um brinquedo que não tem, que não existe.

Tem, sim. Existe, sim. A beleza da criação poética é admirável, todavia felicidade está nas brincadeiras de papel, na reunião das pessoas que se amam e às vezes não conseguem se encontrar com frequência, nos votos de que o semelhante fique bem, no esforço de combater a vaidade, na conciliação ao redor da mesa a celebrar o Cristo nosso irmão, que veio, vive e voltará.

Felicidade é o que move este momento, enquanto revejo a minha mãe a assistir embevecida ao show de todos os Natais, com seu astro já numa 120 baixos.

De 6 de novembro a 6 de janeiro de todos os anos, como já escrevi aqui, exponho no escritório um presépio esculpido pelo excelente artista plástico português Antônio Poteiro. A imaginação coloca ali minha mãe observando seu músico a dedilhar, ambos tão lindos e vívidos quanto residem em meu coração.

Feliz Natal!


P.S: Se puder, toque sanfona para sua família, cante junto com seu velho, observe sua mãe como Poteiro captou o olhar de Maria na direção do bebê Jesus.

Os livros estão mais caros que o R$ 0,000003 da nota de 100 cruzeiros, porém há diversos por menos de 10 libras

A carioca Cecília Meireles foi homenageada, em 1989, pelo Banco Central, 25 anos depois de sua morte, com a efígie na nota de 100 cruzados novos. Logo mudou o governo, mudou a moeda e as cédulas foram carimbadas.

O belo rosto da escritora passou a conviver com a palavra cruzeiro, em maiúsculas, como um borrão. Mais sorte teve a britânica Jane Austen, cujo nascimento completou 250 anos em 16 de dezembro de 2025. Sua face, ou como se supõe que fosse a sua aparência, ilustra a nota de 10 libras esterlinas, assim como estrelou a moeda de 2 por algum tempo. A diferença é o valor –não da literatura de ambas, cada vez mais celebradas, mas do dinheiro.

No ¼ de século desde a volta do cruzeiro, que depois virou cruzeiro real e em seguida real, o “cenzão” da poeta hoje valeria meia dúzia de zeros à direita, antes e depois da vírgula: R$ 0,000003.

Em 1994, as cédulas foram substituídas e Cecília saiu dos bolsos. Na Inglaterra, o substituído por Jane foi o cientista Charles Darwin, aquele da teoria da evolução, terror dos criacionistas, como os pastores protestantes. E adivinhe… o pai de Jane, George, era terrivelmente reverendo anglicano.

O príncipe Charles se tornou rei em 2022 e, 30 meses depois, foi com a mãe (morta em 2022) para a nota de 10 libras. Em vez de ser sacada dos cofres, Jane passou a circular com os 2 nobres, na oportunidade em que o Banco da Inglaterra se mostrou preconceituoso, ao menos em relação aos feios: em vez de Camila, imprimiu Elizabeth 2ª. Claro que uma fofoca palaciana desse vulto seria muito bem narrada pela autora de “Orgulho e preconceito”.

Observe-se a tijolada no início desse livro:

“É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar necessitado de mulher.”

Isso é apenas a 1ª das frases duras em diálogos de personagens que nas mãos de outros seriam boazinhas ou de narradores alheios aos fatos –na verdade, da narradora, ela mesma, filha de reverendo nascida numa microvila de 12 dúzias de almas, menor que a Capelinha na minha Anicuns natal. Lembrando que era o interior do Reino Unido na era vitoriana. À época, esperava-se da mulher que aspirasse no máximo ser a pretendida pelo solteiro para companheira, com a família inteira a garimpar-lhe um com boa fortuna.

Jane não deixou fotos nem filhos e os parentes destruíram sua correspondência. Todavia, dela ficou tudo, o retrato pronto e acabado (melhor seria dizer, sem vitorianos na audiência, cuspido e escarrado) daquela parte da Europa nos primórdios do século 19. Leia um parágrafo de “Razão e sensibilidade”, traduzido por Roberto Leal Ferreira:

“Nem bem havia terminado o funeral de seu pai, quando sua esposa, sem nenhum aviso prévio para a sogra, chegou com o filho e os empregados. Ninguém poderia discutir seu direito de vir, a casa pertencia ao marido desde a morte do pai, porém a indelicadeza de sua conduta era enorme, e para uma mulher na situação de Mrs. Dashwood, tão suscetível, deve ter sido tremendamente desagradável. Porém em sua mente havia um sentimento de honra tão intenso, uma generosidade tão romântica, que qualquer ofensa desse tipo, seja quem for que a provocasse ou recebesse, era para ela motivo de um desgosto irreparável. A esposa de Mr. John Dashwood nunca foi muito benquista pelos parentes de seu marido, mas, até o momento, ela não tinha tido a oportunidade de mostrar-lhes com que falta de consideração pelos outros seria capaz de agir quando a ocasião exigisse.”

Deixe-me adivinhar: você evitava as obras de Austen por ouvir que seria autoajuda e, poucas linhas depois, está louco para concluir que parece Shakespeare. No entanto, teme o cancelamento. É proibido comparar seu conterrâneo com qualquer outro de língua inglesa, só que esse enredo cheio de intrigas, essas famílias complicadas, os punhais cravados nas costas dos amigos, isso é muito… Jane Austen.

A cédula de 100 cruzados novos tem desenhos e estes versos de Cecília:

“Sê o que o ouvido nunca esquece

Repete-se para sempre

Em todos os corações

Em todos os mundos”

Em sua nota de libra esterlina, Jane diz que “não há prazer maior do que ler”.

Neste Natal, compre as obras de ambas e doe de presente, inclusive de amigo secreto. Em todos os corações e mundos não há prazer maior que ler com quem se quer agradar. Os livros estão mais caros que o R$ 0,000003 da nota de 100 cruzeiros, porém há diversos por menos de 10 libras –no câmbio do 250º aniversário, R$ 7,35 cada. Valem cada pêni.

Decisão do TRE-GO invalida provas em caso de compra de votos do prefeito Wallison Freitas

O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) anulou, na tarde de segunda-feira, 15, a operação conduzida contra o prefeito de São Simão, Wallison Freitas, ao reconhecer que a investigação foi conduzida por autoridade incompetente para apurar supostos crimes eleitorais envolvendo chefe do Executivo municipal.

Por maioria, o colegiado entendeu que apenas o próprio Tribunal tem competência originária para processar e julgar prefeitos nesses casos, o que levou à invalidação de todas as provas produzidas no procedimento.

A decisão representa um desfecho para o caso, que apurava suspeitas de compra de votos atribuídas ao prefeito. Segundo o entendimento prevalecente no julgamento, a condução da investigação pela Justiça Eleitoral de primeira instância configurou usurpação de competência, ainda que a atuação tenha ocorrido “de forma velada ou indireta”.

Dessa maneira, o TRE-GO concluiu que houve violação à prerrogativa de foro, o que comprometeu a legalidade dos atos investigativos desde a origem.

O voto vencedor foi apresentado pelo relator do processo, desembargador Pedro Paulo de Medeiros, que acolheu a tese de nulidade absoluta dos atos praticados. Para o magistrado, a simples plausibilidade de envolvimento de autoridade com foro por prerrogativa de função já seria suficiente para deslocar a supervisão judicial ao Tribunal Regional Eleitoral, tornando inválida qualquer atuação de instância inferior no caso.

O julgamento foi presidido pelo desembargador Ivo Favaro e contou com a participação dos desembargadores Laudo Natel Mateus, Mark Yshida Brandão, Rodrigo de Melo Brustolin e Stefane Fiúza Cançado Machado, além da corregedora eleitoral substituta, Elizabeth Maria da Silva. Ao final da sessão, prevaleceu o entendimento de que a competência do TRE-GO foi desrespeitada desde a fase inicial da apuração.

A defesa do prefeito foi conduzida pelo advogado Demóstenes Torres, ex-senador da República, que sustentou sua argumentação com base em precedente do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, “na fase pré-processual, a definição de competência opera-se mediante juízo prospectivo – e não a partir de prova direta ou evidência explícita de autoria. Basta que o cenário fático apresente plausibilidade objetiva de envolvimento da autoridade com prerrogativa de foro para que a supervisão judicial seja realizada pelo órgão competente”.

Em reforço ao argumento, Demóstenes acrescentou que “não se trata de identificar se já havia prova cabal contra o Prefeito, mas se a hipótese investigada já tornava previsível sua participação”. A defesa sustentou, assim, que o juízo da comarca do Sudoeste goiano não poderia autorizar ou praticar atos investigativos, uma vez que a eventual participação do prefeito já estava no horizonte da apuração.

Além de Demóstenes Torres, também atuaram na defesa os advogados Thiago Agelune e Caio Alcântara. Eles destacaram que decisões tomadas por magistrado incompetente não podem ser convalidadas posteriormente, justamente porque o vício atinge a essência do processo. 

O Jornal Opção procurou o prefeito para comentar o caso e aguarda retorno.

Fonte: Jornal Opção

O país que o ejetou abruptamente deveria tê-lo como paradigma. Quem se torna Pedro 2º dá oportunidade para grandes nomes

O CEO da OpenAI, Sam Altman, nasceu em Ribeirão Preto e sua turma desenvolveu o ChatGPT em São Paulo. Desde menino, assustava seus professores da escola pública com novidades como o holograma.

Curioso é seu fanatismo por um conterrâneo, Steve Jobs, aluno de um colégio estadual de Curitiba que montou a Apple numa garagem da casa dos pais em Balneário Camboriú. Queria na logo da empresa uma jabuticaba. O pessoal do design o convenceu tanto da mordida que optou pelo pecado original e ficou com a maçã.

O carioca boa-vida Bill Gates, civil matriculado numa instituição militar na praia, batizou sua criação em homenagem às janelas de Paraty. O paulistano Eduardo Saverin conheceu na faculdade, em Minas Gerais, uns estudantes vindos de fora: Andrew McCollum, do Maranhão; Chris Hughes, do Amazonas; e Dustin Moskovitz, meu vizinho em Goiânia que a rapaziada do futebol chamava de Du Moscovis, como o ator de novelas. De tanto colecionarem imagens da moçada, bolaram o Facebook.

Essas gerações de brasileiros tiveram a oportunidade de desenvolver seus talentos graças ao governo do presidente Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga –um nome de cada governador favorável na votação do Congresso em que alcançou a maioridade.

Difícil imaginar com precisão como seria o Brasil sem o golpe que em 1889 derrubou o imperador Pedro 2º, mas o espelho se tem, e o resultado previsível é o descrito nos parágrafos anteriores.

A República foi implantada e, um pouco mais, um pouco menos, os governos mantiveram a altura rastejante do sarrafo no ocupante e no mandato. A população, de 14 milhões à época, está com 200 milhões a mais do que no seu embarque à Europa para a última viagem –e ainda não foi descoberto outro do seu nível.

É fácil imaginar que, com ele, o Entorno de Brasília, a Grande BH, o ABC Paulista, o Pantanal, o Nordeste, a Amazônia, os Pampas e o Cerrado fossem Vales do Silício –aliás, adivinhe em que bioma Jeff Bezos aprendeu empreendedorismo e homenageia com sua marca?

Neste 2 de dezembro, completaram-se 2 séculos do nascimento de Pedro 2º, o único chefe de Poder com quem se poderia sonhar a esse ponto. Claro que os brasileiros têm curiosidade, dedicação, determinação e talento suficientes para desenvolver aqui o que é feito em Oxford, Harvard, Stanford e outras universidades de ponta. Falta quem acredite e aplique os trilhões, cada centavo de cada trilhão.

Tudo ajuda. O solo tem 8 milhões e 510 mil km² de árvores, chão fértil, minérios, plantações e outras riquezas. Não bastasse essa dimensão de continente, jorra petróleo do mar territorial desde a divisa com a Guiana até o Sul. Os recursos, inclusive os naturais, deveriam seguir a marcha de Pedro 2º, investidos na inteligência de quem deseja utilizá-la.

Em vez de inúteis conclaves entre líderes do baixo clero global, o representante tupiniquim visitaria as feiras de tecnologia, os laboratórios das entidades, as experiências estrangeiras, como fazia o último imperador. E visitar não no sentido de turismo, mas de busca e apreensão de conhecimento científico.

Esse aí em quem você votou não é um sábio igual a Pedro 2º, porém é amigo de um filósofo da grandeza do alemão Friedrich Nietzsche. Não? Pois é, Dom Pedro era.

Seu ídolo na gestão pública foi o 1º terráqueo a testar a inteligência artificial. Não? Pois Pedro 2º virou parça de Alexander Graham Bell e foi pioneiro a falar ao telefone, na Exposição Universal, em 1876, na Pensilvânia. Graham Bell agradecia-lhe por propagar pelo mundo a sua invenção.

Na música, a humilhação continua. Tocava dezenas de instrumentos, inclusive harpa e violino. Seu chegado nessa área era Richard Wagner –não, não é um atacante que o Flamengo está trazendo da Premier League, é aquele da Cavalgada das Valquírias (ao YouTube com rapidez para não perder 1 segundo sequer).

O escritor do seu candidato é aquele de autoajuda? Um dos clássicos de Pedro 2º era Victor Hugo –não, não é a bolsa da madame, é o autor de monumentos da literatura como a trilogia “Os miseráveis”, “Os trabalhadores do mar” e “Notre-Dame de Paris”.

Mais um francês seu the best era o cientista Louis Pasteur, e paremos com a lista. É mais urgente buscar o retrato de Pedro 2º nos mandatários de que a República dispõe e nos que almejam domá-la.

O país que o ejetou abruptamente deveria tê-lo como paradigma. Quem se torna Pedro 2º dá oportunidade para surgirem Sam Altman, Steve Jobs, Bill Gates, Andrew McCollum, Chris Hughes, Dustin Moskovitz.

Esses brasileiros que andam por aí têm condição de chegar aonde quiserem com seu cérebro privilegiado, precisam apenas de uma chance. Ou vamos esperar o 300º aniversário de nascimento de Pedro 2º? Pois 200 já foram e, até agora, nada.

No dia 3 de dezembro de 2025, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil publicou a Portaria n. 2289/2025, oficializando a nomeação do advogado Ronald Christian Alves Bicca como Membro Consultor da Comissão Nacional de Relações Internacionais (CNRIN) da OAB.

A designação foi realizada pelo Presidente do Conselho Federal da OAB, José Alberto Simonetti, com base nas atribuições legais e regulamentares previstas no Provimento n. 115/2007 e na Portaria n. 231/2025. O ato também foi assinado por Rafael de Assis Horn, Coordenador Nacional de Comissões, Procuradorias e Projetos Estruturantes da entidade.

Finalidade da nomeação

A Comissão Nacional de Relações Internacionais tem papel estratégico dentro da OAB, atuando na articulação do sistema jurídico brasileiro com instituições, profissionais e entidades internacionais. A presença de membros consultores reforça o compromisso da Ordem com a cooperação global, o intercâmbio técnico e o acompanhamento de temas jurídicos transnacionais.

Com sua nomeação, Ronald Bicca passa a integrar um seleto grupo de profissionais responsáveis por:

• analisar e propor iniciativas envolvendo o Direito Internacional;

• auxiliar a OAB em articulações com organismos estrangeiros;

• participar de debates e estudos que envolvem relações jurídicas internacionais;

• fortalecer a presença institucional do Brasil em discussões globais.

Certificação oficial

Além da portaria, foi emitido também o Certificado de Nomeação, documento que confirma o início do mandato do advogado para a gestão 2025/2028. O certificado ressalta seu papel como “ilustre advogado” empossado para compor a Comissão, reforçando a relevância institucional e a confiança depositada pela OAB Federal.

Um marco na trajetória profissional

A nomeação representa um reconhecimento significativo da trajetória jurídica de Ronald Christian Alves Bicca, destacando sua capacitação técnica e seu alinhamento com os objetivos da OAB em âmbito internacional. A atuação na CNRIN contribui não apenas para sua carreira, mas também para o fortalecimento do diálogo entre o Direito brasileiro e outras jurisdições ao redor do mundo.


A nomeação do Dr. Ronald Christian Alves Bicca como Membro Consultor da Comissão Nacional de Relações Internacionais da OAB é um marco que reafirma sua competência, dedicação e visão estratégica no campo jurídico. Para nós, do escritório Demóstenes Torres Advogados e Associados, é motivo de grande orgulho e satisfação tê-lo em nossa equipe.

Aos 64 anos, estava começando a comemorar que meu irmão Emivaldo bateria o recorde familiar de longevidade; o contentamento foi efêmero.

Já contei aqui que no início de 2003, meu 1º ano no Senado, fui escolhido relator do Estatuto do Idoso, rebatizado pelo politicamente correto como Estatuto da Pessoa Idosa.

Havia acabado de completar 42 anos e pareciam distantes os 60 anos que determinariam o desembarque na velhice. O tempo voou e, enquanto uns esticam a pele, organismos internacionais esticam bastante essa idade. Nas Nações Unidas, há quem suponha idoso o que completa o centenário. Na Itália de Padre Pio, a Sociedade de Geriatria e Gerontologia considera os 75 anos.

Então, nas duas contas, os homens de minha família jamais envelheceriam. Todos morrem antes dos 70 anos, à exceção de meu pai, Avelomar, que partiu aos 78 anos, em 1995. Já com 64 anos, estava começando a comemorar porque meu irmão Emivaldo ia bater o recorde, mas o contentamento foi efêmero. No sábado (29.nov.2025), ele foi tocar violão para o Padre Pio. Estava com 71 anos.

No dia anterior, soube neste Poder360 que as Tábuas de Mortalidade do IBGE trouxeram das ruas a expectativa de vida no Brasil em 2024:

  • média – 76,6 anos;
  • mulheres – 79,9 anos;
  • homens – 73,3 anos.

Emivaldo, que os conhecidos de longa data chamavam de Mivardo e nós lá em casa de Vardeco, não ficou só a 20 e poucos meses do previsto pelo instituto: quando ele nasceu, esperava-se tecnicamente que mal ultrapassasse a virada do século 20 para este, no seu 50º aniversário, e durou duas décadas além.

Lembro-me das estripulias do Vardeco desde que eu era menino. Antigamente, os pais colocavam os filhos para trabalhar cedo em profissões simples para que “virassem homens”. Ele começou como engraxate, mas demonstrou grande dificuldade de fazer brilhar o sapato dos clientes, como conseguiram Heitor dos Prazeres (morreu aos 68 anos), Iris Rezende (88 anos) e o presidente norte-americano Lyndon Johnson (64 anos), substituto de JFK, que não engraxou (46 anos).

Nosso irmão primogênito, o Ico, seu padrinho, arrumou-lhe um emprego como jornaleiro. Sim, antigamente existia uma pessoa que passava de madrugada na gráfica, pegava os exemplares, punha-os numa espécie de embornal e saía gritando pelos locais movimentados da cidade as manchetes da vez a fim de vendê-los. Vai que o brilho do Vardeco não estava nos sapatos, mas nos negócios… Tudo em vão.

Após pegar os jornais, ele ia para casa e dormia. Foi apanhado quando minha mãe achou um “depósito” cheio do Cinco de Março, o semanário para o qual deveria arrumar comprador.

Logo constatou-se que a razão de sua inabilidade para essas ocupações era outra: já descobrira a vocação para a vida noturna. Aprendeu com nosso tio Ari a tocar violão e, fisicamente muito forte, a brigar de maneira exímia.

Em cabarés, no sentido pulgueiro do termo, arrumou muita confusão – começava com a 1ª habilidade desenvolvida pelo tio, acabava com a 2ª e o plus era doméstico. Uma vez, chegou de madrugada, deitou-se na parte de cima de um beliche e vomitou na parte de baixo, onde repousava tranquilamente nosso irmão Torrinha. Foi um arranca-rabo dos piores e divertimento dos melhores.

Um sujeito com essa rotina está sempre jovem. Numa época em que aparelho de rádio era o celular de atualmente, passava numa emissora o típico programa em que os personagens frequentam uma escola.

Um dos alunos era o Burraldo. Quando errava as respostas, o professor o repreendia chamando-o repetidamente: Burraldo, Burraldo… Emivaldo ficava bravo e desligava o rádio porque o nome do estudante tosco rimava com o seu. Era um tempo em que bullying se resolvia no tapa.

Logo isso tudo passou, foi trabalhar no Consórcio de Empresas de Radiodifusão, o Cerne, em que depois atuei como revisor de jornal. Casou-se com Dora e teve 3 filhos, todos ótimos: Pindico, Viviane e Deco, apelido de Demóstenes Lázaro Xavier Torres, exatamente como o meu. Disse que me admirava pela inteligência e, por isso, resolveu me homenagear no batismo do filho. Ou seja, me amava sinceramente.

Deco era uma criança igual às demais, andava de modo normal, com a quietude. Depois, começou a mancar. Meu pai alertou que deveriam levá-lo ao médico para ver o que era. Levaram. Era doença degenerativa que, segundo os especialistas, o mataria antes dos 10 anos. Viveu mais de 20. Inteligentíssimo, liderava os primos de idade semelhante, a quem ensinava a jogar xadrez e videogame, como o tio Ari havia instruído seu pai na música e nas lutas.

A dedicação e o carinho dos pais tiraram meu xará da Tábua das Mortalidades e conseguiram o que nem os séculos de pesquisa do IBGE medem: dobraram-lhe a expectativa de vida. O casal carregava Deco para todo lado e o esforço físico extremado cobrou um preço: Dora morreu logo depois. Mivardo sofreu muito e sua condição foi agravada por diabetes e cardiopatia, que acompanham tristemente toda a nossa família.

Num almoço mais recente, Vardeco pegou um violão da minha mulher e entoou um monte de músicas de sua temporada farrista, com seus cantores favoritos: Waldick Soriano, Lindomar Castilho, Paulo Sérgio, Roberto Carlos e Vicente Celestino. Flávia viu pela 1ª vez sua face festiva e se surpreendeu com tamanha felicidade.

Eis a imagem que vou guardar, entre as tantas que nossa convivência produziu. Pouco antes de saber de sua passagem, estava lendo uma curta biografia: “Padre Pio – Seus milagres, seus carismas, sua vida”, da Editora Artpress, de Giovanni Cavagnari.

O santo de minha devoção pregava que toda vez que auxiliamos os pobres, os humildes, como Vardeco, nossa conta aumenta em crédito com o Cristo crucificado.

A última página do livro tem uma oração dirigida a São Pio de Pietrelcina em que se roga um benefício para alguém. Pedi-lhe que desse vida a meu irmão. Era por volta das 23h30, ele morreu à meia-noite e meia. Creio que Padre Pio intercedeu por ele e optou para que prosseguisse sua vida do outro lado da espiritualidade, abreviando-lhe o sofrimento terrestre.

Meu lamento profundo é não o ter ajudado mais afetivamente. Mas rogo para que meu irmão siga em paz, depois de cumprir bem sua árdua missão terrena. Agora, é sua vez de cuidar de nós.

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